revista da fapesp

19 19UTC março 19UTC 2010

desculpa gente, esqueci completamente de postar ontem, e quase hoje. é que quarta deixou de ser meu dia livre para ser um dos mais ocupados…

de qualquer forma, coloco aqui uma ilustração que fiz de estudo para a revista da fapesp, que talvez venha a ilustrar umas partes.

Tapeçaria

18 18UTC março 18UTC 2010

Tenho me divertido transformando, via photoshop, desenhos meus em texturas.

cinema

14 14UTC março 14UTC 2010

Há algumas semanas comentei com uma amiga o quanto gostava de ir ao cinema. Acho que a atmosfera que este simples programa cria é o que mais me fascina. Pegar o metrô ou ônibus, descer na paulista no meio ou final da tarde, ir até o HSBC Belas Artes (é o que eu mais gosto, pois não é um shopping, cheguei a conclusão que o shopping foi a pior criação do homem) ou até mesmo no Center 3, escolher algum filme sem antes ter visto a programação. Ver a paulista no entardecer, tomar um sorvete ou comer pipoca. Fora tudo isso o fato de entrar num mundo completamente diferente. Entrar numa sala cheia de cadeiras e, por alguns instantes, esquecer que a humanidade existe lá fora, só é possível existir aquela que está passando na tela. Ilustro meu sentimento com uma tirinha do Laerte (http://verbeat.org/blogs/manualdominotauro/) e com a coleção de ingressos que tenho guardado há alguns anos. Nesse amontoado não existem só filmes bons, inclusive tem alguns péssimos como “o dia em que a terra parou”, mas tem outros imperdíveis que com certeza assistirei novamente. Não sei explicar exatamente por que guardo todos esses ingressos. Acho que gosto de olhar pra eles e pensar na quantidade de  mundos e pessoas que conheci.

Momento Inexistente

10 10UTC março 10UTC 2010

Esta é uma foto que tirei em Itamonte, MG, neste final de semana que passei circulando com meu chefe. Tinha acabado de escurecer depois de um pôr-do-sol inacreditavelmente bonito e incomum, eu virei para trás a fim de entrar na casa porque estava esfriando, quando me deparei com esta cena. A foto não ficou muito boa, na verdade nem tentei mais uma vez na hora, mas existe um clima de conforto e segurança que me surpreendeu muito, além de eliminar todos os aspectos que durante o dia não me deixavam descansar a idéia desta ser uma casa absurdamente tosca, feia e cinza. Fotografia tem destas coisas, é um momento, apenas; é um momento que não existe, tudo se encaixa de uma forma tal e depois isso se transforma numa outra dimensão quando se vê de novo. Na hora eu não sentia isso, mas na foto ficou subitamente muito confortável a luz saindo das janelas e o que a casa – abrigo – significava. Curioso, sei lá, divaguei.

cartaz museu da casa brasileira

9 09UTC março 09UTC 2010

Todo ano o Museu da Casa Brasileira abre o concurso “Prêmio Design”. Trata-se de um concurso de mobiliário, dividido em várias categorias. Junto a esse prêmio, eles abrem o concurso de cartaz que ilustra o prêmio design do ano. Já participei dois anos seguidos e sempre é muito divertido, pois é um concurso totalmente livre, as únicas coisas fixas são o tamanho do cartaz e as informações sobre o tal prêmio. Em 2008 meu cartaz ficou entre os 11 selecionados para a exposição e no ano passado não deu em nada. Vamos ver se consigo participar este ano. Acima um dos modelos que foram descartados no ano passado.

Horário Normal

4 04UTC março 04UTC 2010

terminado o horário de verão, nada de acordar antes do sol por uns tempos.

fotografia p&b

1 01UTC março 01UTC 2010

posto aqui uma das fotografias que eu mais gostei da viagem para a patagônia. fiz várias tentativas de fotos preto e branco e esta é uma das melhores. novamente aquela tentativa de evidenciar a luz e sombra (claro e escuro) de uma forma mais forte.

Especial Cuba 5

26 26UTC fevereiro 26UTC 2010

Artistas cubanos parte 5 de 5

Seleção de cartunistas e charges cubanas baseada no estudo de Arístides Esteban Hernández Guerrero (Ares) “Caricatura cubana contemporánea”.

Abraham Feddor Olmo

Rafael Fornés Collado

Eusebio Gutiérrez Saborit

(Clique nas imagens para apreciá-las ampliadas e sem esses inexplicáveis e horrendos quadradinhos)

Como é o fim do especial, eis a capa do estudo (quem quiser comprar, vai ter de ir pra Cuba):

Vogue

24 24UTC fevereiro 24UTC 2010

Título da matéria de Cathy Horyn para o The New York Times: What’s Wrong With Vogue. O artigo disseca todos os mitos que envolvem a publicação americana e aponta a sua sensível decadência. É inegável a relevância da revista ao registrar mudanças comportamentais e ditando outras tantas ao longo de toda a sua existência, principalmente a partir do comando da Anna Wintour. Adotando um tom muito mais jornalístico do que propriamente de edição de moda, ela soube abordar temas como política e esportes com inesperada profundidade. No entanto, observa-se que nos últimos tempos a previsibilidade e repetição tem tomado não só a Vogue americana, mas também a francesa, a italiana, a brasileira… Se por lá os leitores estão cansados de ver Raquel Zimmermann, Carol Trentini ou Gwyneth Paltrow nas capas mês após mês, por aqui não aguentamos mais o lindo rosto de Isabelli Fontana. Mas antes a questão fosse apenas essa; o problema levantado por Horyn atinge principalmente o conteúdo que, segundo ela, tem sofrido perda qualitativa, apresentando matérias com relativa superficialidade, sem ousadia nem imagens impactantes, que antes beiravam o polêmico. Mas é claro que a Vogue continua sendo a revista mais influente no mundo da moda, com produções bem-cuidadas, belíssimos editoriais e seleção de peças que irão tomar o closet de milhares de pessoas. Talvez por isso mesmo a aflição de ver o declínio daquela que é considerada “a” referência em publicações do gênero.

A leitura desse artigo fez-me lembrar de uma conversa que tive com a minha diretora de arte sobre o real público-alvo da nossa Vogue tupiniquim. Diante da absoluta imbecilidade de uma socialite retratada na revista numa certa edição, nos questionamos se de fato ocorria uma identificação com aquilo, se realmente esse tipo gente formava a maioria dos leitores Vogue. Mais tarde, felizmente constatei que não, que grande parte eram pessoas inteligentes que liam as nossas páginas com discernimento de quem sabe que, ao contrário do que dizem por aí, a Vogue não é uma bíblia, mas um guia do que há de mais novo no mercado de moda. Daí que é exigida da Vogue mais qualidade e conteúdo; não que ela já não os tenha mais do que a maioria das revistas semelhantes, mas diante da completa democratização da informação de moda (principalmente via internet), o público tem o olhar cada vez mais afinado. Logo, prefiro pensar que talvez não tenha sido o nível da Vogue que tenha caído, mas o dos leitores que tenha tido um considerável salto nos últimos tempos. De qualquer forma, terminei de ler este texto desafiado a trabalhar mais ainda para que o resultado mensal seja aprovado pelo nosso público. Afinal, teria coisa pior do que editar a revista tendo, no final, a indiferença como feedback dos leitores?

Yuri ainda está Boissucanga

19 19UTC fevereiro 19UTC 2010


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