Há algumas semanas comentei com uma amiga o quanto gostava de ir ao cinema. Acho que a atmosfera que este simples programa cria é o que mais me fascina. Pegar o metrô ou ônibus, descer na paulista no meio ou final da tarde, ir até o HSBC Belas Artes (é o que eu mais gosto, pois não é um shopping, cheguei a conclusão que o shopping foi a pior criação do homem) ou até mesmo no Center 3, escolher algum filme sem antes ter visto a programação. Ver a paulista no entardecer, tomar um sorvete ou comer pipoca. Fora tudo isso o fato de entrar num mundo completamente diferente. Entrar numa sala cheia de cadeiras e, por alguns instantes, esquecer que a humanidade existe lá fora, só é possível existir aquela que está passando na tela. Ilustro meu sentimento com uma tirinha do Laerte (http://verbeat.org/blogs/manualdominotauro/) e com a coleção de ingressos que tenho guardado há alguns anos. Nesse amontoado não existem só filmes bons, inclusive tem alguns péssimos como “o dia em que a terra parou”, mas tem outros imperdíveis que com certeza assistirei novamente. Não sei explicar exatamente por que guardo todos esses ingressos. Acho que gosto de olhar pra eles e pensar na quantidade de mundos e pessoas que conheci.

